Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 01/03/2018

A diferença entre conflito e violência

Neste mês, trataremos de um tema muito atual: a violência e o conflito. Você deve estar se perguntando o porquê dessa escolha e eu logo esclareço: estamos vivendo em um momento em que atos violentos parecem ser extremamente banalizados. Vemos também esse tema ser tratado na CF 2018: “Fraternidade e superação da violência”. Não sabemos se a mídia exagera ou se, de fato, o ser humano desaprendeu a ter tolerância ou limites. Talvez exatamente por sermos constantemente bombardeados por notícias sobre esse assunto temos a tendência a generalizar comportamentos que antes passariam despercebidos, como a violência e o conflito. Essa espécie de distorção, ou de rotulação, como preferir, tem trazido – pasmem – ainda mais violência ao nosso cotidiano. Essa afirmação parece absurda, eu sei, mas logo entenderão que não há tanto absurdo nisso.

Em primeiro lugar, é importante que saibamos a enorme diferença entre “conflito” e “violência”. Muitas vezes, a própria mídia chama uma guerra extremamente violenta de “conflito” e uma discussão política acalorada, mas sem violência, de “guerra”.

O termo “violência” indica uma ação, mais ou menos premeditada, que não leva em conta a relação entre as pessoas envolvidas, mas busca uma solução rápida: a eliminação do adversário. A violência normalmente causa danos irreversíveis.

O termo “conflito” é totalmente ligado à importância da relação entre as partes. Quem discute tem a intenção de solucionar o problema mantendo a relação – mesmo que ela seja conflituosa para sempre. Não existe rompimento, não existe a vontade de eliminar o outro.

É uma grande diferença, certo? E essa grande diferença nos faz pensar em outro aspecto da questão: a capacidade de reconhecermos e lidarmos com nossas emoções e nossos impulsos.

E quando aprendemos a enfrentar conflitos? Na nossa mais tenra infância. No momento em que convivemos com nossos irmãos, primos e colegas da escola; no momento em que experimentamos a vida real em um ambiente seguro e orientado por adultos amorosos e competentes.

A sociedade contemporânea clama por paz, mas nenhum adulto ensina a seus filhos a tal da “comunicação conflitual”.

Espero tê-los ajudado a perceber as diferenças e que cada um possa escolher com sabedoria qual tipo de ação quer fazer e suas consequências, não só para si, mas para criar um “espírito” de não violência desejado por toda a Igreja e pela Virgem de Guadalupe.

 

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora
de Guadalupe – Campinas, SP

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