Mensagem do Reitor › 03/10/2017

As estrelas do manto

As muitas coisas absolutamente impressionantes da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, as estrelas no manto da Virgem, segundo os astrônomos, reproduzem sem tirar nem pôr as constelações visíveis no Vale do Anáhuac no dia 12 de dezembro de 1531, exatamente na hora da aparição da santa — dia do solstício daquele ano.

As constelações sobrepostas que incidem na cabeça e no corpo da imagem também trazem significados:
Coroa Boreal: esta constelação, pela sua posição na imagem, indica a coroação de Nossa Senhora de Guadalupe como Rainha e Mãe de Deus; Leão: a civilização pré-hispânica no México chamava a constelação de Leão de Nahui Ollin, que era o centro do universo físico e religioso das culturas mesoamericanas. A virgem na figura está grávida e traz em seu ventre Jesus, centro da vida.

De maneira maravilhosa, justamente no ventre da virgem morena, encontra–se, com base no teorema de Pitágoras e em muitos outros símbolos derivados da proporção áurea, a Nahui Ollin, uma
flor (náhuatl) de quatro pétalas, que para as antigas culturas mesoamericanas representava a presença de Deus, o centro do espaço e do tempo. Com a Nahui Ollin em seu ventre, a Virgem de Guadalupe confirma aos indígenas que é a mãe do Deus verdadeiro, Jesus Cristo. É precisamente a parte mais importante do poncho de Juan Diego.

A Virgem de Guadalupe é portadora de uma mensagem cristocêntrica que os indígenas puderam compreender imediatamente, por isso se constitui na primeira e mais importante evangelizadora
da América, levando à conversão uma imensa população indígena.

Que a Virgem de Guadalupe continue evangelizando nossa América!

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora
de Guadalupe – Campinas, SP

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