Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

Rua Sophia Valter Salgado, s/nº - Vila Castelo Branco - Campinas, SP

+55 19 3227.5492

Mensagem do Reitor › 01/04/2018

Assumir a vida nova

Muitas vezes, não temos assumido a vida nova que Cristo adquiriu com Seu sangue e Sua cruz, também com Sua ressurreição, e deixamos o nosso corpo ser dominado pelo homem velho, pelas práticas da vida passada que estão latentes em nós, pelos apetites carnais que nos levam ao pecado. Acabamos, portanto, acostumando-nos com o pecado e somos levados por ele. Não podemos submeter nossos membros a serviço do pecado, mas a serviço de Deus, no amor, na justiça e santidade.

“Que o pecado não reine mais em vosso corpo mortal, levando-vos a obedecer às suas paixões. Não ofereçais mais vossos membros ao pecado como armas de injustiça. Pelo contrário, oferecei-vos a Deus como pessoas que passaram da morte à vida, e ponde vossos membros a serviço de Deus como armas de justiça.” (Rm 6,12-13).

Quando as pessoas buscam cartomantes e adivinhos estão buscando poder, estão querendo saber o futuro, mas essas coisas não vêm de Deus. Se o Senhor não nos revela o que Ele quer e vamos ao ocultismo ou a outras crenças para descobrir, além de O ofendermos estamos buscando o inimigo do Senhor.

Quando queremos buscar informações ou poder fora de Deus nós O ofendemos. Há pessoas que, quando alguém da família morre, vão tentar falar com o ente falecido. A Bíblia diz que isso é uma prática errada. Pessoas confundem evocação dos mortos, que a Bíblia condena, com o pedido de intercessão que fazemos a eles. Pedimos a alguém que já morreu para interceder por nós, porque essas pessoas já estão perto de Deus. É diferente quando acontece evocação dos mortos, quando são os homens que os evocam, chamam quem já morreu para lhes contar algo.

Na nossa condição natural de seres humanos, precisamos de Deus, temos uma sede de algo mais. No entanto, podemos perceber que alguns estão com a alma vazia, outros estão com a alma árida, outros estão com a alma sedenta.

O objetivo último do ser humano, na sua natureza, é Deus. A religião não é um ópio, não é alienação. O verdadeiro culto a Deus não engessa, não nos faz puritanos, não nos leva a uma patologia; pelo contrário, o verdadeiro culto a Deus nos potencializa, expande e transborda.

Com isso digo que, se há muita tristeza, desejo de suicídio, angústia, melancolia, neurose, pode ser algo emocional, mas, com certeza, é a ausência da água viva, que Jesus prometeu dizendo: “Quem beber dessa água não terá mais sede” (Jo 4,14). Não tomar dessa fonte é negar tudo que Ele fez por nós. É deixar-se conduzir pela sociedade do vazio interior, na qual somente o ter e o ser são importantes para a vida, mas a vida completa, plena, não está na pauta do dia, não importa. Repense tudo organizando melhor sua vida e preenchendo-a com novos valores, sendo uma pessoa nova.

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora
de Guadalupe – Campinas, SP

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

Newsletter