Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 06/11/2018

Os benefícios de rezar pelas almas do Purgatório

A tradição da Igreja confirma com certeza a verdade do Purgatório: os cristãos dos primeiros séculos, sobre as pedras tumulares, nas catacumbas, esculpiram muitas invocações a Deus para implorar refrigério que apressasse a seus defuntos a entrada no Céu.

“Depois da morte, são raras as almas que vão diretamente ao Paraíso; a multidão das outras que morrem na graça de Deus devem ser purificadas pelas penas acérrimas do Purgatório.” (São Roberto Bellarmino)

Gregório Magno fala daqueles que depois da vida “expiarão suas faltas por chamas purgatórias” e acrescenta “ser a dor mais intolerável que qualquer outra sofrível nesta vida”.

Apesar dos sofrimentos são também inefáveis as alegrias na Igreja padecente. São Bernardino de Sena trata disso de modo convincente e digno de fé, pois se fundamenta não em lendas, mas na teologia, e faz delas um longo elenco:

1) Confirmação na graça;

2) Certeza da salvação;

3) Amor de Deus;

4) Visita dos anjos;

5) Visita dos santos;

6) Visita de Nossa Senhora.

“Pelos vossos defuntos, para demonstrar-lhes vosso amor, não ofereçais apenas violetas, mas, sobretudo, orações; não cuideis apenas das pompas fúnebres, mas sufragai-os com esmolas, indulgências e obras de caridade; não vos preocupeis apenas com a construção de tumbas suntuosas, mas especialmente com a celebração do santo sacrifício da Missa. As manifestações externas são um alívio para vós, as obras espirituais são um sufrágio para eles, por eles esperado e desejado.” (São João Crisóstomo)

“Durante a celebração da Santa Missa, quantas almas são libertadas do Purgatório! Aquelas pelas quais se celebra não sofrem, aceleram a sua expiação ou voam logo para o Céu, porque a Santa Missa é a chave que abre duas portas: aquela do Purgatório, para de lá sair, e aquela do Paraíso, para nele entrar para sempre.” (São Jerônimo)

Se não nos mover a obrigação que temos, mova-nos, ao menos, a alegria que causamos a Nosso Senhor Jesus Cristo quando nos aplicamos em libertar aquelas almas diletas para se unirem com Ele no Paraíso. Movam-nos, enfim, os grandes merecimentos, que podemos obter praticando esse grande ato de caridade para com aquelas santas almas. Elas são gratíssimas e bem conhecem o grande benefício que lhes fazemos, aliviando-as daquelas penas e obtendo, por meio de nossas orações, a possibilidade de que mais depressa possam entrar na glória. Lá chegando, não deixarão de rezar por nós.

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