Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 06/01/2017

O Manto de Guadalupe

Continuando nossa caminhada no conhecimento do manto de Guadalupe, no século XVIII resolveram fazer uma cópia idêntica com maguey do original, esperando que durasse mais ou menos o mesmo tempo, mas durou apenas
15 anos, enquanto o manto original fez, em 2016, 485 anos.
Outra coisa muito extraordinária foi quando experimentaram colocar um termômetro no manto e perceberam que ele tem a temperatura constante de 36,6 °C, a temperatura do corpo humano. Como podem fibras vegetais emanar energia e manter – se constantes por tanto tempo sem consumir o manto ou danificar a pintura?
Outra maravilha que podemos constatar são os olhos de Guadalupe, que possuem os três efeitos da refração do olho humano, além de as pupilas se contraírem e dilatarem conforme a incidência maior ou menor de luz sobre o quadro. Como isso pode acontecer em uma pintura? Somente seria possível se ela tivesse vida, mas é uma pintura…
É importante lembrar também que o nome Guadalupe (um nome espanhol) nas aparições do México sempre foi motivo de controvérsias e muitas possíveis explicações têm sido dadas. A razão mais provável é que o nome seja a passagem do náuatle para o espanhol das palavras usadas pela Virgem durante sua aparição a Juan Bernardino, o
tio enfermo de Juan Diego. Acredita-se que Nossa Senhora tenha usado a palavra asteca náuatle “coatlaxopuh” – que é pronunciado “quatlasupe” e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol “Guadalupe”.
Coa significa “serpente”; tla, o artigo “a”; xopeuh significa “esmagar”. Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como “Aquela que esmaga a serpente”, também numa referência ao deus QuetzalcoatI, ou serpente de pedra, ao qual os astecas costumavam oferecer sacrifícios humanos.
Caminhando na nossa descoberta, vemos a boca que foi pintada em cima de um defeito do manto, tornando-o mais real, projetando – o para fora.
Com as mãos juntas a Virgem está em constante oração. Acredita-se que está fazendo uma casinha, referência a “sua casinha sagrada de Tepeyac”, a fundação de uma nova nação, a fusão de duas culturas.
Também atrás das mãos encontramos um formato de coração, lembrando que Nossa Senhora tem e reza por cada um de nós, atingindo o nosso íntimo.
A Virgem de Guadalupe continua sendo um mistério maravilhoso para os católicos, pois, quando mais sabemos e descobrimos a revelação do manto percebemos a grandeza de Deus agindo em nossas vidas.
Desejando que cada vez mais possamos compreender quanto Deus nos ama e desejando que busquemos caminhar em sua luz, Virgem de Guadalupe, intercedei por nós!

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora
de Guadalupe – Campinas, SP

 

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