Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 30/06/2016

A caridade tem lugar ainda?

sopaA caridade está cada vez mais sendo deixada de lado pelo medo, receio e até muitas vezes pelo fato de as pessoas não acreditarem umas nas outras, medo esse que vem fazendo com que ela morra paulatinamente nas mentes e nas
ações. Qual o tipo de caridade que você gostaria de praticar? Não pense que tem uma forma só, tem várias.

O filósofo Maimônides concebe a caridade em oito, sim, oito concepções, deixando-nos muito à vontade para escolher. Vejamos cada uma delas.

A primeira e mais baixa em seu significado é pensar a caridade com a grande dúvida se devo ou não devo ajudar alguém, podemos dizer aqui com má vontade. A segunda é ajudar alguém com alegria, mas não em proporção à necessidade do assistido, valor menor. Uma terceira forma é dar com alegria e na proporção necessária, mas o assistido deve solicitar. Uma quarta forma é dar com alegria, em proporção, sem solicitar, colocando a esmola na mão do necessitado para que ele sinta a dolorosa e vergonhosa emoção. A quinta forma é dar de maneira tal que o necessitado receba a esmola e saiba quem é o benfeitor, sem ser conhecido, era um costume de amarrar o dinheiro na roupa e as pessoas puxavam esse dinheiro sem dar diretamente e sem pedir. O sexto formato requer um elevado grau de conhecimento, pois, procura-se conhecer seu beneficiário com antecedência e se antecipa a sua necessidade, levando até ele a caridade necessária, permanecendo seu nome oculto. O sétimo formato é ainda mais louvável, distribuir as esmolas de modo que nem o benfeitor saiba quem são os auxiliados, nem estes o nome de seu benfeitor. Por último, o oitavo e mais valioso de todos é antecipar a caridade, evitando a pobreza, a saber: ajudar o irmão empobrecido a conquistar uma formação profissional, ajudando-o a conseguir um emprego, para que ele possa ganhar honestamente a sua vida e não seja forçado a estender a mão para a caridade.

São Paulo, na sua Epístola (Carta) aos Coríntios, escreve: “A caridade jamais acabará…” (1Cor 13,8), ela é ou deveria ser constitutiva da vida interior da alma cristã. É a comunhão com todos os seres humanos, assim como a comunhão com Deus. Por isso é que a caridade faz a comunhão entre a fé e a esperança, lembra Paulo que a maior entre elas é a caridade (1Cor 13,13).

A caridade é colocada para todos como um dever a ser realizado. Para tanto deve ser amadurecida no coração e em toda a sua personalidade, penetrando todo o seu caráter e comportamento.

A caridade pode ser praticada, para tanto é preciso aprendê-la. Tente!

Pe. Carlos Nascimento

Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe – Campinas, SP

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