Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 02/03/2016

A importância da maternidade

O Salmo 126 diz sobre a importância dos filhos e como eles são uma benção: “Vede, os filhos são um dom de Deus: é uma recompensa o fruto das entranhas”. “Feliz o homem que assim encheu sua aljava (…)” (Sl 126,3-5).

A maternidade é uma graça que Deus concede à mulher juntamente com o homem de transformar um óvulo e um espermatozoide em um ser humano que será detentor das características de seus pais e de sua cultura.

Gera-se uma realidade indizível sobre esse ser, que brota da riqueza de ancestrais e das graças do amor misericordioso de Deus para com as pessoas que se deixam amar por Ele. Amor que é retribuído com uma nova vida, cheia de realidades a ser desveladas e ao mesmo tempo um universo de amor para ser dado a quem pelo seu caminho passar.

Poder gerar é poder ser com o Criador, criatura e ao mesmo tempo criador. Experimentar a riqueza de construir um processo de amor que se lapida quanto mais próximo vai chegado o momento de ter aquele ser tão frágil e tão dependente em suas mãos. Mãos que são as do “criador”, que vela, acaricia, orienta, ajuda, conduz e que vai fazendo a apresentação do caminho e das coisas que nele estão.

A maternidade transforma o ser humano, renova sua Aliança com Deus, propõe uma visão mais ampla de como Deus quer que o ser humano viva. Respeitando toda a Sua obra criada, sendo com Ele o cuidador de tudo que existe, dando sentido para sua vida, embelezando a terra.

O Filho de Deus quis ter uma mãe para cumprir a missão de salvar a humanidade e Ele fez o primeiro milagre nas Bodas de Caná exatamente porque ela Lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.

Deus vai propondo o caminho, para que o homem e a mulher disponham de todas as coisas criadas para construir a felicidade, desejo constante também dos pais para com a sua obra criada. Despendem muito tempo pensando qual vai ser o seu futuro e ao mesmo tempo desejando que realize também os seus sonhos.

Assim, em menor proporção, o homem e a mulher pensam também como Deus. Desejam que sua obra viva construa sua vida dentro do que foi oferecido como formação, como orientação, como experiência. Mas, essa obra se rebela, buscando sua independência longe e diferentemente do que o seu “criador” deseja.

Façamos como o Criador, esperemos pacientemente que a sua obra veja e reconheça que tudo que foi feito, queria dar e ser, a oportunidade de liberdade, mas entendeu prisão.

Padre Carlos José Nascimento

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