Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

Rua Sophia Velter Salgado, s/nº - Vila Castelo Branco - Campinas, SP

+55 19 3227.5492

Mensagem do Reitor › 01/06/2019

As festas juninas

 

O surgimento dessas festas vem da Europa, no período pré-gregoriano. Nasceram como festas pagãs em comemoração à grande fertilidade da terra, às boas colheitas. Para esse fato, na época, foi dado o nome de solstício de verão. Essas comemorações também aconteciam no dia 24 de junho, para nós dia de São João Batista.

Mas somente depois que o cristianismo foi afirmado como a religião oficial da Europa que os cristãos foram se apropriando dessas festas e dando-lhes então um novo significado, religioso, pois já não era mais admissível uma sociedade religiosa continuar celebrando festas pagãs. Passaram a chamá-las de festas joaninas, fazendo memória ao primo de Jesus, o Batista. As festas que já existiam foram cristianizadas e os dias das mortes ou nascimentos de alguns santos tornaram-se festas de fé, como é o caso de Santo Antônio, São Pedro e São João.

Depois da origem desses festejos, as celebrações juninas foram ganhando características específicas de alguns países antes de chegar ao Brasil. É possível notar grandes influências de portugueses, espanhóis, chineses e franceses na maneira de fazer essas celebrações.

As quadrilhas foram inspiradas nas danças marcadas dos nobres franceses. O puxador da quadrilha grita “Anavam! Anarriê!”, o que, na verdade, seriam os comandos “En avant” e “En arriere, de ir para frente e para trás, que os franceses utilizavam em suas celebrações da nobreza.

O costume de soltar fogos de artifício veio da China, de onde também veio a manipulação da pólvora. Já as fitas e cores são advindas da Espanha e de Portugal. As festas já chegaram bem misturadas ao Brasil e aqui houve ainda mais mistura. Elementos das culturas africana e indígena foram incluídos e formaram o que hoje conhecemos como umas das maiores festas brasileiras.

O mais bonito de ver, nessa celebração toda, é que as pessoas estão sempre sendo movidas pelo espírito de piedade popular aos santos os quais festejamos. São realmente festas de fé! Nelas ainda vemos, em meio a uma sociedade que relativiza a piedade, que outrora era tão forte, as pessoas se reunindo com o intuito de celebrar algo que está intimamente ligado ao Divino e as faz se alegrar por esse período.

Quando arde a fogueira de São João, quando os homens carregam o pau de Santo Antônio é sinal de que ali tem um povo que ainda se reúne para celebrar a fé, pois sabem que sem ela pouco seria.

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe – Campinas, SP

 

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

Newsletter