Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

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Mensagem do Reitor › 02/08/2017

Juan Diego e sua vida

Nossa Senhora de Guadalupe apareceu no dia 9 de dezembro de 1531 ao príncipe São Juan Diego (1474-1548) no morro Tepeyac, onde se ergue hoje a Capilla del Cerrito. A Virgem falou na língua dele, o náhuatl. O nobre indígena tinha então 57 anos e já estava batizado. Após as aparições foi construída ao pé do morro a primeira capela consagrada a Nossa Senhora. No mesmo dia em que
a milagrosa imagem foi nela instalada, o santo foi viver com licença do bispo num quartinho ou ermida, colado à capela. Ele cuidava da capela e ensinava ao povo o conteúdo e o significado das aparições. Ficava longos momentos rezando diante da santa imagem e tinha licença do bispo para comungar três vezes por semana.

Naquela época, semelhante autorização era excepcional e só concedida a pessoas de avançada virtude. O nobre São Juan Diego destacava-se pelo jejum e mortificação e recebia os peregrinos
com grade amabilidade. Ele usava o hábito dos terceiros franciscanos. O povo tinha-o em fama de santidade e índios e espanhóis iam lhe pedir milagres. Ainda hoje, alguns pais de família, na hora de dar a bênção a seus filhos, dizem: “Que Deus te faça como Juan Diego”. O santo faleceu em 3 de junho de 1548, com 74 anos, e foi sepultado naquela primeira ermida. No século XX, durante
as perseguições anticatólicas, após um atentado, os cristeros mudaram seus restos para evitar profanações.

Nossa Senhora tratou São Juan Diego como um filho de uma estirpe muito nobre que está desaparecendo, mas com representantes que têm almas puras e simples. Ela o tratou com um carinho
extraordinário, quase como a uma criança. O relato da conversa tem um sabor extraordinário. Nela, vê-se a predileção que Nossa Senhora tem pelas almas grandes, heroicas, que marcam as
vidas dos povos e das civilizações. Mas, também, como ama as almas simples, pequenas, inteiramente voltadas para ela e que ignoram a sua própria virtude. O príncipe indígena, sem ter recebido
educação nenhuma no sentido ocidental e cristão, falou para Nossa Senhora como um verdadeiro cortesão. E Nossa Senhora de Guadalupe soube encontrar para ele fórmulas que têm fidalguia, delicadeza e diplomacia.

A Virgem Maria fez acontecer na vida de Juan Diego a maravilhosa experiência da criatura com o Criador, na qual o amor reina, pois, o Criador nos ama com intensidade e permanentemente, restaurando a aliança rompida na criação por Adão e Eva. Na vida, cada momento celebrado com a Virgem Maria é mais um momento de renovação e comprometimento com o projeto de Jesus, no qual cada um tem uma parte significativa para realizar, que depende da vontade de Deus e do querer humano, querer esse que precisa ser renovado a cada dia, como fazia Juan Diego, com profundos e longos momentos de oração diante da imagem da Virgem.

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe

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