Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

Rua Sophia Velter Salgado, s/nº - Vila Castelo Branco - Campinas, SP

+55 19 3227.5492

Mensagem do Reitor › 01/12/2019

MÃE DO VERDADEIRO DEUS – GUADALUPE

Os relatos oficiais afirmam que a Virgem Maria apareceu primeiro quatro vezes a Juan Diego e mais uma vez ao seu tio, Juan Bernardino. De acordo com esses relatos, a primeira aparição aconteceu na manhã do dia 9 de dezembro de 1531, quando o camponês nativo mexicano Juan Diego Cuauhtlatoatzin teve a visão de uma senhora em um lugar chamado colina de Tepeyac (que futuramente passaria a fazer parte da Vila de Guadalupe, um subúrbio da Cidade do México). Falando a Juan Diego em sua língua nativa natal, a mulher identificou-se como sendo a Virgem Maria, “mãe do verdadeiro Deus”, e pediu que uma igreja fosse construída naquele local em sua honra.

Com base em suas palavras, Juan Diego procurou o mais novo arcebispo da Cidade do México, Frei Juan de Zumárraga, para lhe dizer o que ele tinha visto e ouvido. Como o bispo não deu crédito ao que o índio lhe contou, no mesmo dia Juan Diego voltou a ver a Virgem Maria pela segunda vez (na sua segunda aparição); ela lhe pediu para continuar insistindo.

No domingo, dia 10 de dezembro, Juan Diego conversou com o arcebispo pela segunda vez. Este o instruiu a retornar ao monte Tepeyac e pedir à senhora milagrosa uma prova de sua identidade. No mesmo dia, a terceira aparição ocorreu quando Diego voltava para Tepeyac e encontrou a Virgem Maria e a informou do pedido do bispo de um sinal; ela consentiu em fornecer um no dia seguinte (11 de dezembro).

Na segunda-feira, 11 de dezembro, no entanto, o tio de Juan Diego, Juan Bernardino, ficou doente e Juan Diego foi obrigado a atendê-lo. Nas primeiras horas da terça-feira do dia 12 de dezembro, a condição de Juan Bernardino piorou durante a noite e Juan Diego teve que partir às presas a Tlatelolco para buscar um padre para ouvir a confissão de Juan Bernardino e ministrar a ele em seu leito de morte a Unção dos Enfermos.

No dia seguinte, o da última aparição, 13 de dezembro, Juan Diego encontrou seu tio totalmente recuperado, como a Virgem lhe confirmara, e Juan Bernardino relatou que ele também a tinha visto ao lado de sua cama (na quinta aparição) e que ela o instruiu a informar o bispo sobre a sua aparição e sua cura milagrosa e que ela havia lhe dito que desejava ser chamada sob o título de “Guadalupe”.

O bispo manteve o manto de Juan Diego primeiro em sua capela privada e depois na igreja em exibição pública, onde atraía grande atenção. Em 26 de dezembro de 1531, uma procissão se formou para levar a imagem milagrosa de volta ao monte Tepeyac, onde foi instalada em uma pequena capela rapidamente erguida. No decorrer dessa procissão, o primeiro milagre foi supostamente realizado quando um índio foi ferido mortalmente no pescoço por uma flecha disparada por acidente durante algumas exibições marciais estilizadas executadas em homenagem à Virgem. Em grande angústia, os índios o levaram ante a imagem da Virgem e pediram a ela por sua vida. Ao retirar a flecha, a vítima teve uma recuperação completa e imediata.

A tilma de Juan Diego tornou-se o símbolo religioso e cultural mais popular do México e recebeu suporte eclesiástico e popular. No século XIX, tornou-se o chamado de exércitos americanos à Nova Espanha, que viu a história da aparição como legitimação de sua própria origem mexicana, infundindo-a com um senso quase messiânico de missão e identidade.

  •  O Papa Bento XIV, na bula papal Non est equidem, de 25 de maio de 1754, declarou Nossa Senhora de Guadalupe patrona do que foi chamado de Nova Espanha, que correspondia à América Central e América do Norte, e aprovou textos litúrgicos para a Santa Missa e o breviário em sua homenagem.
  •  O Papa Leão XIII concedeu novos textos em 1891 e, em 8 de fevereiro de 1887, autorizou a coroação canônica da imagem, que aconteceu em 12 de outubro de 1895.
  •  O Papa Pio X proclamou-a patrona da América Latina em 1910.

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

Newsletter