Santuário Nossa Senhora do Guadalupe

Rua Sophia Velter Salgado, s/nº - Vila Castelo Branco - Campinas, SP

+55 19 3227.5492

Mensagem do Reitor › 06/05/2019

Mundo do trabalho e do trabalhador

“Quando o trabalho é um prazer, a vida é alegria. Quando o trabalho é um dever, a vida é escravidão.” (Máximo Gorki)

No dia primeiro de maio a Igreja aponta-nos São José como o modelo de trabalhador em todas as espécies e de modo especial também Jesus, pois o Mestre passou Sua juventude na carpintaria do Seu pai adotivo e legal, isso para nos mostrar a grandeza, dignidade e importância do trabalho. O Filho de Deus humanado trabalhou com mãos humanas. São Paulo disse aos tessalonicenses que “quem não quer trabalhar que não coma”.

José e Jesus foram executores de um trabalho braçal, simples e rude, para nos ensinar que todo trabalho é digno, bom e santificador. São Josemaria Escrivá de Balaguer criou o Opus Dei com a meta de “santificar o trabalho e ser santificado por ele”. Como disse Confúcio, “o trabalho é a sentinela da virtude” e os santos disseram que “o ócio é a oficina do diabo”.

A preguiça gera muita dor. A lei do trabalho é uma lei de Deus e quem a desobedece sofre e faz outros sofrerem: “Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado (…)” (Gn 3,19).

Nestes tempos de tantos desempregados e tantos questionamentos com relação ao trabalho, seus relacionamentos e direitos, celebrar o Dia do Trabalho é o nosso compromisso de estar ao lado dos que sofrem para que tenham a perspectiva de uma vida digna para si e para os seus com um trabalho digno.

O trabalho foi, desde o princípio, um preceito para o homem, uma exigência da sua condição de criatura e expressão da sua dignidade e a forma como colabora com a Providência Divina sobre o mundo. Com o pecado original, a forma dessa colaboração, o “como”, sofreu uma alteração: “A terra será maldita por tua causa”, lemos também no Gênesis, “com fadiga te alimentarás dela todos os dias da tua vida (…). Comerás o pão com o suor de teu rosto” (Gn 3,17-19).

Durante muito tempo, houve uma ênfase no tema da propriedade, o que levou os setores capitalistas dominantes a uma defesa total da propriedade privada. Com a publicação da Laborem Exercens (1981), São João Paulo II acentua o trabalho em seu significado material, objetivo e espiritual; há uma inflexão de orientação em sua importância para a vida social: “Se é verdade que o homem se sustenta com o pão granjeado pelo trabalho das suas mãos – e isto equivale a dizer não apenas com aquele pão quotidiano mediante o qual se mantém vivo o seu corpo, mas também com o pão da ciência e do progresso, da civilização e da cultura – então é igualmente verdade que ele se alimenta desse pão com o suor do rosto, isto é, não só com os esforços e canseiras pessoais, mas também no meio de muitas tensões, conflitos e crises que, em relação com a realidade do trabalho, perturbam a vida de cada uma das sociedades e mesmo da inteira humanidade”.

Pe. Carlos Nascimento
Reitor do Santuário Nossa Senhora de Guadalupe – Campinas, SP

Deixe o seu comentário





* campos obrigatórios.

Newsletter